O dia 2 de fevereiro é o máximo dia da festa do Rio Vermelho em Salvador. É o dia em que se homenageia Iemanjá,

Consta que a tradição teve início no ano de 1923, quando um grupo de 25 pescadores ofereceram presentes para a mãe das águas. Nesta época os peixes estavam escassos no mar.
Antes, a homenagem era feita no Dique do Tororó. Inicialmente a festa era feita junto com a Igreja Católica, no sincronismo semelhante ao da lavagem do Bonfim.
E a grande festa do dia dois de fevereiro é inspiradora de inúmeras canções, entre as quais a conhecida “Dois de fevereiro” de Dorival Caymmi, gravada pela primeira vez em 1957..
No seu livro “Cancioneiro da Bahia” , Caymmi afirma:
Não pode existir festa popular mais bela que a de Iemanjá, realizada a 2 de fevereiro no Rio Vermelho, inspiradora dessa canção. O tempo passa e a cada ano a festa da senhora do Mar torna-se maior, congregando gente vinda de todo Brasil”

A canção, no estilo de Caymmi, faz referência à famosa superstição sobre os presentes dados a Iemanjá que, quando aceitos pela Rainha do Mar, são recolhidos por ela. Quando Iemanjá não gosta do presente, ela os recusa devolvendo-os para a areia da praia.
Caymmi conta que o presente mandado “de cravos e rosas, vingou”, o que significa que Iemanjá aceitou os presentes e não devolveu para a areia.
Todo ano há um presente principal, preparado para ser oferecido à Iemanjá. Sob ele vão as oferendas preparadas pela ialorixá responsável pelo comando da festa. Estas oferendas, cujos preparativos são cercados de rituais e fundamentos sagrados e secretos, demoram sete dias para ficar prontas.

Tradicionalmente os presentes oferecidos a Iemanjá no dia 2 de fevereiro são: flores, perfumes, espelhos, enfeites diversos como anéis, colares, fitas, brincos, pentes, bijuterias, jóias, relógios, maquiagens e ainda bonecas, velas, bebidas e comidas tais como manjar, fava cozida com camarão, cebola e azeite doce, champanhe dentre outros
Curiosidade é que mais recentemente, há recomendações para que apenas presentes biodegradáveis sejam oferendados a Iemanjá, para que as homenagens não causem poluição no mar
Fontes: http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/festa-modelo.php?festa=8
Dorival Caymmi. Cancioneiro da Bahia. São paulo, Círculo do Livro
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